segunda-feira, 29 de março de 2010

Deep-Dish Pizza, de Chicago

Um dos assuntos que eu e a Isabella discutimos com alguma freqüência durante nossas caminhadas (que também serve de reunião para pensar em assuntos deste blog) é sobre qual é a melhor pizza do mundo. Na verdade, para mim, pouco interessa saber se existe “uma” melhor pizza do mundo, mas sim, experimentar todas, e descobrir qual o aspecto que cada pizza tem de especial.

Sempre defendi que a pizza italiana é mais saborosa que a paulistana. Até coloco como pontos a favor a criatividade dos nossos pizzaiolos e a fartura e variedade características das nossas pizzas paulistanas. Porém, o meu critério fundamental é a compatibilidade do alimento em relação ao seu ambiente de origem e/ou desenvolvimento. Acredito que cada alimento tem uma razão em surgir, ou ser adotado e aperfeiçoado numa determinada região. Seja simplesmente por causa da matéria prima, ou por causa do clima. Como um exemplo básico, em lugares muito quentes e úmidos, não se faz sucesso um prato quente e bem gorduroso. No caso da pizza italiana (e isso porque ainda não provei a napolitana legitima), a qualidade da matéria prima local: o frescor do tomate e a textura do queijo, são imbatíveis, e perfeitamente adequados ao clima mediterrâneo. E a simplicidade da pizza marguerita conta a favor.

Após uma longa introdução, corro o risco de entrar em contradição.

Afinal, a minha nova descoberta é o Deep-Dish Pizza, uma das adaptações da cidade de Chicago para este prato mundialmente famoso. Como diz o nome, é uma pizza feita num prato (ou melhor, uma panela) fundo, e tem borda de cerca de 3 polegadas (aproximadamente 7,5 cm) de altura, repleta de recheio (molho de tomate, queijo, carnes, verduras, cogumelos, cebola, pimentão, etc.). É praticamente impossível saborear sem talheres, pois a massa é fina para tanto recheio.



Tinha que ser invenção de um texano, que não se contenta com coisas pequenas. Ike Sewell, fundador da Pizzeria Uno, lançou este estilo de Pizza em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. Fez muito sucesso ao longo da década, pois uma única porção alimentava varias pessoas, num período difícil pós guerra. De fato, uma porção pequena é suficiente para dois adultos. Não há azeite na mesa, mas o garçom oferece uma porção de óleo vegetal, suave e saboroso, muito diferente do que temos no Brasil, e que combina bem com a Deep-Dish Pizza.

Vale acrescentar que experimentei este prato num dia chuvoso em pleno inverno (janeiro) na “Cidade dos Ventos”, como é conhecida Chicago, com razão. Para “melhorar”, uma caminhada de quase 30 minutos, partindo da Sears Tower (atual Willis Tower), um dos pontos turísticos da cidade. Por fim, o tempo de espera até o prato ficar pronto também não é pouco, mas valeu a pena toda a jornada para ter esta nova descoberta gastronômica.

Perto da Pizzeria Uno, se localiza a primeira filial: a Due, fundada em 1955. Hoje em dia, pode se saborear o prato em diversos Estados, inclusive por Delivery.



Quanto a questão de qual é a melhor pizza do mundo para o meu paladar, temos um belo duelo entre a fartura (Chicago) e a simplicidade (Itália). Mas cabe questionar se a Deep-Dish Pizza pode mesmo ser considerada uma pizza. Por mais delicioso que seja, por mim, não saberia contra-argumentar, se alguém disser que “não é pizza”. Os napolitanos que o digam...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Disney All Star Resorts

Recentemente houve a exibição dos filmes Toy Story e Toy Story 2 em versão 3-D, em curtíssima temporada, como uma espécie de prévia de Toy Story 3, com lançamento previsto para junho. Nunca tinha assistido a este filme antes, e instantaneamente me tornei fã do desenho. Por coincidência, quando estive na Disney World no começo do ano, fiquei hospedado no All Star Movies, exatamente no setor Toy Story, onde, mesmo sem conhecer, fiquei encantado com os personagens Woody e Buzz Lightyear gigantes, no alojamento construído como se fosse o quarto do garoto Andy, do desenho.
Veja mais fotos no site oficial: http://disneyworld.disney.go.com/resorts/all-star-movies-resort/

Tudo bem que Orlando tem diversas alternativas de lazer como os diversos outlets e os outros parques temáticos como Universal Studios e Sea World. Porém, se o objetivo principal da estada em Orlando for mesmo levar as crianças (inclusive aquela que "mora dentro de você") pra Walt Disney World Resort, acredito que se hospedar no Disney All Star Resorts, é uma excelente opção, principalmente para quem deseja correr a Maratona Disney em janeiro (que foi o meu motivo de viagem).

Os All Star Resorts se localizam dentro do próprio complexo da Disney World, no Animal Kingdom. São opções econômicas, e existem o All Star Movies, All Star Music e o All Star Sports, um do lado do outro, com arquitetura semelhante, mudando apenas a decoração interna e externa.

Ao entrar no quarto, toalhas em formato de personagens Disney para te recepcionar. Não há Wi-Fi. A internet é a cabo, e a um preço não tão acessível. O Frigobar também é opcional. Tudo pra não reter a criançada no quarto, e fazer eles aproveitarem o seu tempo nos parques, consumindo a grande variedade de produtos. Dos resorts, saem ônibus gratuitos para qualquer um dos parques, e o cardkey serve como cartão de crédito, quando desbolqueados. A programação televisiva é direcionada. Muitos canais originais da Disney, com muita propaganda do parque, além de previsão do tempo de Orlando. Já eu me diverti bastante assistindo ao campeonato de Sumô num canal japonês, que era um mix de diversos canais diferentes, incluindo a NHK.



Cada resort possui também um restaurante e piscinas aquecidas. No restaurante, uma variedade razoável de comidas fast-food. Para a bebida, basta comprar o copo acima, para beber sucos, refrigerantes e bebidas quentes à vontade. Há inclusive colecionadores, que voltam todos os anos para colecionar o copo acima.

Como lembrança da minha primeira Maratona Disney, que foi a mais fria da História (alias, um frio histórico atingiu o leste dos EUA neste ultimo inverno), encomendei a seguinte caricatura para um dos diversos artistas que trabalham no Hotel.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Filme: Up in the Air (Amor Sem Escalas)


Depois de deixar a Isabella sozinha do blog por mais de dois meses, finalmente estou de volta. Fui pela primeira vez aos Estados Unidos, fiquei lá durante quase dois meses, passei por 25 estados (o que obviamente não quer dizer automaticamente que eu “conheço” 25 estados), e corri 12 maratonas em 6 estados. Mais de 500 km corridos nas provas, e mais de 20.000 km percorridos de carro ou avião. Uma viagem inesquecível.

Também foi a primeira vez que voei pela American Airlines (AA). Em dezembro, durante a minha viagem de ida de São Paulo para Dallas, sede da AA, onde eu faria conexão para Los Angeles, houve uma propaganda intensa de um filme chamado “Up in the Air” (Amor sem Escalas), protagonizado por George Clooney. Logo, vendo a American Way, revista de bordo da AA, descobri que o filme, baseado no livro homônimo, retrata a vida de um homem que vive viajando a trabalho, e uma das suas alegrias é acumular milhas, para ser um cliente diferenciado (programa de fidelidade). O filme tem uma substancial participação/exposição de empresas como Chrysler, Hertz, Hilton Hotels, além da própria American Airlines.

A seguir, alguns COMENTARIOS SOBRE O FILME. Não pretendo contar sobre a história em si. Mas é um filme que retrata um viajante, suas técnicas, suas manias, criticando, satirizando e estereotipando. Se você ainda não assistiu e quer sentir o gostinho de se identificar dentro do filme, NÃO siga adiante, pois pode conter SPOILER.

Além da sua profissão original, Ryan Bingham (George Clooney) ministra palestras motivacionais como o tema “O que você tem na sua mochila”? O componente concreto que forma esta analogia é baseada na sua experiência de passar boa parte da sua vida em aviões ou nos hotéis. Ele se mostra muito prático na hora de passar pelo Airport Security (detector de metais, etc). E no momento que ele viaja com sua nova colega de trabalho, não agüenta ver ela brigando com sua mala gigante e dá uma aula de “descarte”, começando pela compra de uma mala pequena.

Foi divertido ver este filme, pois passei por diversos lugares e situações mostrados durante seus 109 minutos. Primeiro filme que assisto após conhecer in loco, a cultura norte-americana, entendi várias sacadas que passariam despercebidas antes da minha viagem. Sem falar da localização geográfica e aspectos climáticos das diversas cidades. A cada “motel” (que nos EUA significa motor + hotel, ou seja, hotel para viajantes de carro) que nós passávamos, ficava curioso em me inscrever nos programas de fidelidade para acumular pontos. Atualmente, tenho apenas o A❘Club, da rede Accor Hotels.

No filme, há uma cena em que se faz uma disputa de quem tem mais cartões de fidelidade, ou cartões mais valiosos. Coisas que, se por um lado são claramente úteis, vendo desta forma, parece tão insignificante, principalmente quando ocorre uma inversão de valores, nos tornando “escravos” dos programas de fidelidade.

Um trecho de diálogo que me chamou muita atenção, foi quando as personagens começaram a falar seus destinos usando códigos dos aeroportos. Por exemplo, dizer que viajei de GRU para MIA, pra dizer que viajei de Guarulhos para Miami, ou que o meu itinerário foi de VCP para NVT, quando saí de Viracopos, com destino a Navegantes. Bela sacada. Também dei muita risada com a citação: “Por que não gosto da (locadora de carros) Hertz? Porque não há garantia de ter GPS”. Não que os demais serviços da empresa sejam ruins, muito pelo contrário. Mas este foi um aspecto que tivemos problemas.

Se por um lado as manias dos "viajantes" é bem ilustrada no filme, há também a mania dos "não viajantes". Existem pessoas que não podem viajar, mas isso não as impede de ter fotos personalizadas do mundo todo. Um leitor da revista Viagem e Turismo faz algo semelhante ao que acontece no filme, mas usando um carrinho de brinquedo.

Destaco também a homenagem feita ao filme ao Aeroporto Internacional de Lambert-St. Louis, Missouri, pela sua importância na História da Aviação.

Um aspecto curioso é a tradução que este filme recebeu em diversos países. Sinceramente, entendo que a tradutora brasileira “viajou” em colocar o título como “Amor sem Escalas”. Em Portugal, o título é “Nas Nuvens”, como o “Tra le Nuvole”, italiano. Acho que o “My Mileage, My Life” do Japão, é o que mais pegou o espírito da história, nos casos em que não se adotou o título original. Em tempo, “programa de milhagem” em inglês se chama “Frequent-flyer Program” (FFP).

(...)

Bom, após assistir ao filme e escrever esta breve resenha, pesquiso notícias sobre o filme e descubro que é um dos indicados ao Oscar®. De fato gostei muito deste filme, mas fico com uma pontinha de impressão de que a concorrência deixa a desejar, para este filme ser indicado para Melhor Filme. A grata surpresa foi a atuação de Anna Kendrick, que nas breves aparições em “Crepúsculo”, notei apenas como um “rosto bonitinho”, mas dá um show de interpretação neste filme.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Foto Clube - Pontes - Parte 1

Regrinha nova para o Foto Clube: as fotos obrigatóriamente devem ser tiradas ou testemunhadas por mim, Hideaki, pela Isabella, ou pelos colaboradores do Foto Clube. Não vale procurar na net e colocar. Fui para a Serra da Graciosa na semana passada, mas infelizmente não consegui tirar fotos da Ponte São João, por causa da neblina... Fica pra próxima.

2009 - Ponte Octávio Frias de Oliveira, também conhecida como Ponte Estaiada.
Um dos mais novos cartões postais da Cidade de São Paulo, desde 2008.
Um trecho do filme "Ensaio sobre a Cegueira" (Blindness, 2008), foi filmado aqui, quando a ponte ainda estva em construção.

2009 - Ponte ondulada de Punta del Este - Uruguai
2009 - Visão Noturna da Ponte Hercílio Luz - Florianópolis - SC

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ser Maraturista

Acordo hoje de manhã, e vejo na minha caixa de e-mails, um comunicado da Isabella sobre um artigo que fala sobre os "maraturistas": http://viagem.uol.com.br/ulnot/2009/11/23/ult4466u765.jhtm


Como muitos dos meus amigos sabem, antes deste blog Viajante Total, eu tinha um blog chamado Hideaki Maraturista, cujo assunto principal era corridas de rua e maratonas. Porém, que ao longo do tempo teve suas atualizações cada vez mais espaçadas no tempo, e, por fim, abandonado. Tudo bem, não sou o inventor deste termo, uma vez que na procura pelo Google, encontrei esta palavra numa reportagem de 2004, antes de eu me tornar atleta. Porém, acredito que fiz valer o nome do meu antigo blog.
Na linha de Chegada da Supermaratona de Rio Grande 2009
Foto: Júlio Cordeiro - Recife (PE)
Na minha definição, "maraturista" é aquele que tem a maratona como um estímulo, um incentivo, ou na pior das hipóteses, uma desculpa para viajar. Porém, uma vez que se decidiu "ser maraturista" numa viagem, a missão é aproveitar o turismo ao máximo, sem fugir do foco, que é a maratona. E nem por isso, pode-se permitir que a maratona (e o desgaste) atrapalhe o seu turismo. Difícil? Talvez. Mas por mim, é algo divertidíssimo. Vamos analisar alguns pontos:
Vantagens de ser maraturista:

    Swiss Park - Meia Maratona de Campinas 2009
  • Bom, se você é um atleta ao ponto de correr uma maratona, provavelmente você tem um preparo físico acima da média. E isso faz toda a diferença numa viagem em si. Há menos chances de ficar doente durante a jornada, e por outro lado, se tem maior disposição para encaixar diversas atividades num mesmo dia. É possível economizar táxis, pois dependendo da distância, você pode ir a pé mesmo. Por outro lado, se o horário de partida do ônibus está perto, e ainda há uma pequena distância a percorrer para o terminal rodoviário, mesmo assim, você pode conseguir mais uns cinco minutinhos para terminar de comer a sobremesa do almoço, ou comprar um souvenir.
  • Swiss Park - Meia Maratona de Campinas 2009
  • Possibilidade de conhecer ou pisar em lugares de acesso restrito. Existem provas que são realizadas em condomínios fechados (como o Swiss Park, de Campinas), ou praias de difícil acesso (Castelhanos em Ilhabela). Ou mesmo atravessar a pé as pontes 25 de Abril ou Vasco da Gama, cruzando sobre o Tejo (Lisboa - Portugal).
  • Dependendo da prova, os atletas têm diversas mordomias, como traslado gratuito entre diversos pontos estratégicos, como aeroporto, terminal rodoviário, hotéis oficiais, local da prova ou da retirada de kits, etc. Há provas em que basta mostrar o número de peito, e os transportes públicos se tornam gratuitos durante o fim de semana da maratona. Alguns hotéis oferecem preços promocionais, e, principalmente pós Maratona de Nova Iorque, você é muito respeitado pelos cidadãos locais, se você anda pela cidade usando a medalha de "finisher" da prova.
  • Pode-se aproveitar melhor uma viagem solo. Tanto pela energia para carregar bagagens, tanto pelo hábito do atleta, de levantar cedo. Afinal, o viajante solo pode-se divertir muito acordando cedo. Mas à noite, as opções são mais restritas.
  • Conhecer pessoas de locais diferentes, mas com mesmo interesse. Bom, isso não é privilégio do maraturista. Este tipo de encontro pode acontecer muito bem em Congressos também. Se você acaba conhecendo um atleta ou um pesquisador nativo, ótimo! Há grandes chances de descobrir aspectos da cidade, que você jamais teria contato, se fosse um visitante por conta própria. Se não, se seus novos colegas de viagem também são estrangeiros, vocês podem explorar a cidade, dispondo de vários pontos de vista diferentes.
  • O próprio percurso da prova pode te ajudar a descobrir aspectos inusitados de uma cidade, que você provavelmente não perceberia numa situação convencional de turismo.
Desvantagens de ser maraturista:
  • Não é recomendável exagerar no jantar, ou experimentar uma comida típica do local, na véspera de uma prova. Não que seja proibitivo, mas melhor não dar sopa pro azar. Seu sistema digestivo agradece.
  • Não poder aproveitar algum programa exclusivo das manhãs de domingo (como a feira de artesanato em Buenos Aires).
Para ser um maraturista, tem que conseguir correr maratonas? É lógico que pode-se viajar para correr meia maratona, ou provas de 10 Km. Depende do gosto e/ou capacidade de cada um. No meu caso, eu só decido "ser maraturista" para maratonas e ultramaratonas. Ou seja, corridas de mais de 42,195 Km. Porém, nada impede que, quando eu vou para um congresso, procure alguma prova, nem que seja de 5 km. Tem que aproveitar qualquer chance.

Por fim, um maraturista não pratica "maraturismo". Este termo é utilizado para descrever situações em que um turista quer fazer de tudo, e encaixa diversas atividades num curto espaço de tempo. No final, além de não aproveitar quase nada, acaba exausto, interferindo inclusive nos dias seguintes de viagem. Isso não é curtir uma viagem. "Maraturista, SIM!! Maraturismo NÃO!!"

Ora, passar uma ou duas semanas num país, ou mesmo numa cidade antes totalmente desconhecidos e, ao retornar à sua casa, dizer que CONHECE tal cidade, é muita arrogância. Há muitos aspectos que caracterizam um destino turístico. Os costumes, os hábitos alimentares, o clima, a vegetação, os festivais e trajes típicos, o esporte, etc, etc. Não se pode fazer de tudo. É o que eu chamo de "Utopia do Viajante Total". Porém, acredito que, sendo maraturista, até mesmo um bate-e-volta de fim de semana, pode ser muito bem aproveitado para conhecer "alguns aspectos" do destino. O que não der pra fazer neste ano, é só voltar nos anos seguintes para cumprir. Afinal, geralmente os maratonistas desejam voltar algum dia para a mesma prova, para melhorar seu tempo, fazer um resultado melhor. Pelo menos no caso das provas nacionais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Bolo de Rolo (Pernambuco)

O que é?
Bolo de rolo é um doce típico de Pernambuco, que consiste numa massa de farinha de trigo, ovo, açúcar e manteiga, enrolada com recheio de doce de goiaba derretida, apresentando uma aparência semelhante a de um rocambole (mas NÃO É!), mas com as camadas bem finas. Isso garante textura e paladar especiais. É uma das atrações imperdíveis de Recife para aqueles que praticam turismo gastronômico, e também pode ser uma agradabilíssima surpresa para aqueles que, mesmo desavisados, não resistem a "comidinhas" durante suas viagens.
Desde 2007, é reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Pernambuco.

Origem:
É uma adaptação do doce português "colchão de noiva", feito com pão de ló e nozes (ou amêndoas). Este recheio foi substituido pela goiaba, fruta abundante na região. Também se utiliza muito açúcar para dar um toque final neste doce. Vale lembrar a importância da produção de cana na região, durante o Período Colonial.

Onde?:
O bolo de rolo pode ser encontrado em diversas confeitarias ou mercados de Pernambuco, mas a mais famosa é a da Casa dos Frios, que completou 50 anos de existência, em 2007. Neste século, foram introduzidos mais cinco sabores, além da tradicional Goiaba: Doce de leite, Maracujá, Ameixa, Chocolate e Nozes. Na minha estada em Recife, não tive chance de visitar a matriz, mas a empresa tem uma lojinha no andar de embarque, no Aeroporto Internacional de Guararapes. Uma excelente opção para lembranças de última hora.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Foto Clube - Telefones diferentes pelo mundo afora - parte 1

2005 - Porto, Portugal. Telefone temático futebolístico, com a foto do Nuno Gomes, atacante da seleção lusitana. Acredito que seja um "orelhão" comemorativo da Eurocopa 2004, realizada no país.

Dois anos depois, assisti a uma partida de futebol no Estádio da Luz, Lisboa,
e testemunhei um "golo" marcado pelo atleta.

2009 - Parque do Sabiá, Uberlândia - MG

2009 - Amparo, Olinda - PE
Sombrinha de Frevo
(Foto atualizada em 2010)
Inauguro, com as fotos acima, a seção "Foto Clube".
A idéia é juntar fotos tiradas em diversas partes do mundo, mas que tem algo em comum.
Seja um objeto, seja um tema, seja a relação com alguma personalidade ou acontecimento, ou simplesmente uma associação livre.
Artigos reunindo e analisando aspectos semelhantes de locais diferentes é o que não vão faltar neste blog. Mas a diferença do Foto Clube é que basta ter um tema e algumas fotos, que as publicamos. Se quiser participar sugerindo temas, deixe seu recado nos comentários. (As fotos sempre devem ser nossas, ou no mínimo, dos lugares ou fatos que eu ou a Isabella já estivemos ou testemunhamos).